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    Procedimentos5 de fevereiro de 2026 5 min de leitura

    Ablação por cateter: tratamento intervencionista das arritmias

    Procedimento minimamente invasivo, sem cortes, com resultados favoráveis em estudos clínicos para arritmias selecionadas — entenda como funciona.

    Cateter Farapulse para Pulsed Field Ablation

    A ablação por cateter é, hoje, uma das principais terapias intervencionistas para arritmias selecionadas — sem cortes cirúrgicos, com recuperação curta. Estudos clínicos mostram resultados favoráveis para fibrilação atrial paroxística, taquicardias supraventriculares e flutter atrial, entre outras. O princípio é simples: identificar com precisão o foco da arritmia e neutralizá-lo.

    Como o procedimento é realizado

    • Punção da veia femoral (virilha) sob sedação ou anestesia geral conforme o caso
    • Cateteres especiais são guiados até o coração via fluoroscopia e mapeamento eletroanatômico 3D
    • Estímulos elétricos provocam a arritmia em ambiente controlado para confirmar diagnóstico
    • O foco arrítmico é mapeado com precisão milimétrica
    • Energia (radiofrequência, crioablação ou Pulsed Field) é aplicada para eliminar o tecido alterado
    • Reavaliação confirma que a arritmia não pode mais ser induzida
    • Alta hospitalar geralmente em 24-48 horas

    Tecnologias modernas

    Mapeamento eletroanatômico 3D

    Sistemas como CARTO e EnSite criam um modelo tridimensional do coração em tempo real, integrando dados elétricos e anatômicos. Permite ablações mais precisas e reduz exposição à radiação.

    Pulsed Field Ablation (PFA)

    A PFA — disponível no Brasil desde 2024 — usa pulsos elétricos de altíssima voltagem em microssegundos para criar lesões seletivas nas células do miocárdio sem aquecimento. Resultado: maior segurança (menos lesão de estruturas vizinhas como esôfago e nervo frênico) e procedimentos mais rápidos. Realizamos as primeiras ablações por Farapulse no Hospital Mãe de Deus em 2025.

    Quais arritmias podem ser ablacionadas

    • Fibrilação atrial paroxística e persistente
    • Flutter atrial típico e atípico
    • Taquicardias supraventriculares (TSV, TRN, Wolff-Parkinson-White)
    • Taquicardias atriais focais
    • Algumas taquicardias ventriculares idiopáticas
    • Taquicardias ventriculares pós-infarto em pacientes selecionados

    Recuperação e retorno à rotina

    A maioria dos pacientes retoma atividades leves em 3-5 dias e exercícios em 2-3 semanas. O acompanhamento próximo no primeiro ano é essencial para confirmar a manutenção do ritmo e ajustar a medicação.

    Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.

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